O que realmente importa para você? Essa pergunta às vezes me ronda, quando me encontro rodeada por tantas futilidades, tantos valores deturpados; eu me questiono, meu Deus, o que há de errado com essa gente? Será que é difícil ver o óbvio? Será que é tão complicado assim valorizar o que realmente tem valor? Será que as pessoas, simplesmente não percebem que nem tudo pode ser comprado e que o desprezo causa tanta dor? Será que eu que sou sensível demais, ou será que as pessoas não se importam mesmo? Hoje em dia é tão raro ver alguém que verdadeiramente lute por seus ideais, que faça a diferença no mundo, ao seu redor. Será que morreu em nós a capacidade de sonhar (e concretizar), ou nos acomodamos pelo receio de talvez falhar? Às vezes, coisas que jamais esperaríamos que pudessem acontecer, simplesmente acontecem... E isso pode ser muito bom, ou muito ruim. O ser humano tem um falso conceito em si de que é capaz de controlar sua vida, a vida dos outros, o que pensa, sente, quer. Eu me pergunto se temos mesmo essa capacidade, ou na verdade temos é medo de sofrer. A vida está aí, sabe, e nem sempre espera estarmos suficientemente preparados para vivê-la, para superarmos os desafios que nos são impostos, é tudo muito fugaz, e ela pode ir de repente, sem que percebamos. Não estou com isso querendo incentivar a sangria desatada de viver a vida intensamente no estilo “sexo, drogas e rock’n roll”, não, nem julgo quem curte essa vibe de viver a vida alucinadamente sem pensar no amanhã, “Cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é”, mas o que ponho em questão é: vale mesmo à pena vivermos tão presos nesse medo, nessa insegurança e muitas vezes deixarmos de tentar ser feliz? E vale também a pena vivermos atropelando nossos sentimentos e escolhas, como se tudo fosse volátil como o éter? Creio que o equilíbrio é a melhor solução; mas quem se importa mesmo com o isso, não é mesmo? Precisamos de doses de loucura e sobriedade, precisamos alimentar nossas almas com ousadia e um pouco de dúvida. Ponderar é preciso, questionar, analisar. Um pouco que seja não faz mal. Amar, preocupar-nos, olhar um pouco para o lado e perceber quantos e quantos precisam de um pouco de atenção. Você precisa de um pouco de atenção. Então para que tanta cobrança, tanta desconfiança, tanta inquietação? Silencie um pouco, ouça o seu coração. Sei, você deve estar pensando, “lá vem ela com esse blablablá”, mas se pergunte, você tem se dado suficiente atenção? Você tem dado ouvido às pessoas próximas a você? Será que temos mesmo todo o tempo do mundo? Aproveite-se! Aproveite a si mesmo, às pessoas que você ama, àquelas que você nem ama tanto também. Nunca sabemos quanto tempo nos resta, quando, de repente, a vida pode nos pregar uma peça e fazer tudo virar de cabeça para baixo. Experimente um pouco ser mais feliz do que ter a razão. Deixe, simplesmente, alguém feliz. Será que faz tanto mal assim? Garanto que não tira pedaço e, para mim, faz bem e é um bocado, espalhar alegria e sorrisos. O que realmente importa para você? Ter, obter? É isso que você vai levar dentro de você? Creio eu que não. O que realmente fica em nós são as lembranças, as saudades, os sentimentos, os laços e elos que criamos com as pessoas, nada que você possa levar numa sacola. Não deixe o tempo passar, não espere a poeira “assentar”, não deixe seu amor ir embora sem ao menos tentar fazer dar certo. Lute pelos seus ideais, pelo que você crê. O tempo passa muito rápido, não deixe a vida passar por você, passe por ela e deixe as marcas dos seus passos pelo chão, ocupe espaço no coração das pessoas.
"Talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco..."
sexta-feira, 1 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Acontece
Acontece que o tempo passa o tempo inteiro, acontece que passa, às vezes, um ano inteiro e a gente nem vê os anos passarem.
Acontece que um dia o dia amanhece e a gente nem sempre quer levantar.
Acontece que a gente não domina o que sente, tem sentimento que simplesmente acontece, não dá pra evitar.
Acontece que o contrário também acontece, tem gente que para a gente, simplesmente, não desce, nem adianta tentar.
Acontece que um dia alguma coisa acontece e faz você se questionar por que parece que o mundo dá tantas voltas e para gente ele nem sai do lugar.
Acontece, sempre acontece e não vai parar, tem coisa que simplesmente acontece e a gente não pode mudar.
Acontece que é preciso acostumar, acontece que é preciso deixar para lá aquilo que não faz nenhum sentido, não te leva a nenhum lugar.
Acontece que a gente nem sempre quer esperar, quer mesmo é apressar, chegar enfim num consenso.
Acontece que, às vezes, falta bom senso, e que às vezes é bom ele faltar.
Acontece, um dia acaba que acontece, e quando menos se percebe, a gente acaba chegando onde queria chegar.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ser forte
"Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços."Li esta frase num email que recebi e percebi o quanto o que ela tem a dizer é verdade...
A mudança é, muitas vezes, inevitável, segundo Buda, a única constância.
Muitas vezes nos assusta, nos pega despreparados, mas na minha visão é um mecanismo que Deus usa para não nos deixar acomodados. Algumas perdas, muitas irreparáveis, algumas circunstâncias nas quais, às vezes, nos percebemos presos, tantos e tantos acontecimentos simplesmente acontecem e não nos perguntam se estamos satisfeitos.
Passamos por muitas coisas na vida, boas e ruins, tristes e alegres, algumas parecem nos destruir por dentro, outras nos dão sustento, nos soerguem. O que nos faz fortes ou fracos, o que nos diferencia é a capacidade de tirar ensinamentos das experiências pelas quais passamos, extrair de nossas vivências conhecimentos e questionamentos que nos façam, de alguma forma, crescer, aprender.
O ato de questionar, de duvidar do que cremos, sentimos e pensamos, a capacidade que temos, como seres humanos, de racionalizar, é a sutileza que nos faz amadurecer, a nos buscar e compreender imperfeitos como somos; pois é o ato de ponderar que nos faz ser.
É preciso reagir, repensar, questionar, é preciso mudar, deixar o casulo, metamorfosear.
O que é imprescindível, porém, é "arar a terra das emoções", para que novos sentimentos possam ser plantados, apesar das dores, das perdas, do sofrimento, dos percalços.
Apesar dos percalços, precisamos manter a confiança, tentar sorrir, tanto na tempestade quanto na bonança. E tão importante quanto sorrir é fazer sorrir, manter acesa a chama da fé, esperança. Espalhar confiança, alegrar, perseverar no amor, perder o medo de viver e se deixar levar, depois de cair, ser capaz de se levantar e se manter contente, mas sem se contentar com algo que não te faça feliz o suficiente.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Esperança
Achamos que nossas vidas são sólidas, que tudo está no seu perfeito equilíbrio, cada coisa em seu devido lugar. Achamos que temos o comando de todas as coisas, e de repente, somos pegos por nossa própria armadilha, armadilha que nós mesmos criamos. Não temos controle de nada, nem de nós mesmos, somos limitados, desprotegidos, muitas vezes, na maioria das vezes, indefesos. Inseguros, é assim que somos e isso não é defeito, é ser humano.Entre o céu e a terra escondem-se muitos segredos, dentro de nós mesmos guardamos lembranças que nem sequer lembramos. Não se culpe por simplesmente sentir medo, por vacilar, temer a noite escura. A escuridão existe, mas também há a luz e uma não seria nada sem a outra. O medo existe para provar a fé, a fé para alimentar a esperança, a esperança existe para que se possa crer que é possível ser feliz, se soubermos aceitar as mudanças. O mundo muda, as pessoas mudam, os sentimentos, as certezas mudam, os desejos, as verdades mudam, as dores curam, o que é essência permanece.
Não temos o controle de nada, não temos poder de manter as coisas intactas, mas podemos ter fé, podemos ter esperança, perseverar e crer que há bem também, onde há mudança. É preciso confiar, é preciso acreditar, pois depois da tempestade, certamente, vem a bonança.
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