Nem tudo é como a gente quer, nem tudo, necessariamente, faz sempre sentido. Já fiz muita coisa que antes tinha prometido que não faria, perdi muitas apostas, errei muitas respostas, andei por trilhas opostas às quais tinha me dirigido, e, por isso, hoje digo: não há verdade absoluta de nada; ninguém é tão sábio que não possa dar uma topada, e se estabacar no meio do caminho. Isso é uma coisa que a gente só aprende sozinho, levando na cara, pagando a língua, perdendo batalhas, mas não pense errado, te faz muito mais forte, te edifica, te prepara. Tem coisa que acontece. Acontece e a gente nem sabe por que. Tem hora que acontece da gente endoidecer e perder o sentido, o juízo, a razão. Tem coisa que simplesmente acontece, independente de lógica ou explicação. Mas acontece, geralmente, pra não dizer quase sempre, por um bom motivo, porque de alguma forma era preciso acontecer. Pois é preciso se perder, para se encontrar, e só hoje sei que as ruas que andei que me encaminharão ao que de melhor me espera, teu amor, meu amor, meu lugar.
"Talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco..."
terça-feira, 10 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Nada de ficção.
Deixo hoje meu protesto, indignada que estou com os fatos ocorridos neste dia de hoje. Dessa vez não há nada de ficção, explicito apenas e nada menos a minha indignação, a raiva que dá esse sentimento de frustração. Fui ao centro da cidade resolver umas coisas com a minha avó e como já sabemos a violência corriqueira da cidade, colocamos o carro no estacionamento. PAGO. Colocamos o carro num estacionamento pago e na mala dele estava minha mochila com alguns pertences pessoais, dinheiro, documentos, cartão, meu óculos de grau, meu caderno... Ok, saímos do carro e na saída do estacionamento vi um cara descalço, olhando pra a gente. Na hora meu coração apertou, mas pensei comigo: "o que é isso, Carolina, para que essa desconfiança toda!?", e segui meu rumo. Resolvemos o que tínhamos que resolver e ao chegarmos ao carro demos conta de que este havia sido arrombado. Arrombado no estacionamento pago. O que mais me indigna, porém, é que o mesmo cara descalço do qual me culpei de ter julgado, estava a uma boa distância olhando a nossa reação. O vagabundo, miserável ainda ficou para assistir o baque causado. Sinceramente, o que de material foi roubado, sem dúvidas será recuperado, mas a tristeza que ficou, o desapontamento com o ser humano que praticou tal ato, não posso garantir quando irá passar de vez. Eu me pergunto: de quem é a culpa? Educação, oportunidades para todos, será que está nesse âmbito a chave da mudança ou é inerente ao ser humano a maldade? Se o homem é o lobo do homem, quem irá nos salvar dessa loucura, dessa insegurança que nos assalta, literalmente no assalta? Agradeço a Deus por termos sido livradas, eu e minha avó. Que o meliante faça bom proveito do pouco que roubou porque eu trabalho e outro dinheiro eu vou ganhar! Eu não vou me desesperar nem perder as esperanças, se há quem faça mal, há também quem faça bem, e de coração eu peço a Deus que dê a esse rapaz uma chance mais de ser alguém melhor. De resto é isso que deixo, minha deixa, minha queixa, meu desabafo, meu protesto! Eu estou bem, nada me atingiu e o que foi levado é só resto.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Girassol.
Eu já nem lembro mais se foi esse o caminho, a reta que tracei. Não lembro o que me fez tornar-me assim, o que no momento que eu precisei me reergueu. Já não sei mais se é defeito ou qualidade, já nem sei se é dor ou saudade que toda hora me invade, já nem sei e não há nada que possa fazer. Eu tenho tentado aprender com meus erros, meus acertos, minhas quedas, tropeços e levantes. Eu tenho tentado e tentando continuarei, seja como for, seguindo adiante. Não há nada cem por cento preciso, mas, sem dúvidas, é preciso seguir. Se calo, se guardo, observo, é porque a vida me ensinou que é melhor ser assim. Nem tudo deve ser dito, nem tudo precisa, necessariamente, ficar explícito; muitas vezes o valor se encontra naquilo que não é vulgarmente apresentado. Gestos singelos, atitudes sinceras, delicadeza, ser gentil, espalhar a gentileza, não paga nem faz mal a ninguém, ser feliz ao invés de ter a razão, faz muito bem também! Eu sei que só hoje é que sei, que nada é eterno, tudo simplesmente pode mudar, num piscar de olhos aquilo que era sólido pode desmoronar. Mas o que há dentro em mim, edifício, edifica toda a minha construção, a estrutura pode até balançar, mas a base é sólida, não me deixa cair não. Me baseio é no amor que tenho dentro de mim, sempre, ao meu redor, a força que me sustenta e me faz tentar sempre e mais, a luz que me indica a direção, que mantém em mim a esperança, que me faz olhar nos olhos, perceber uma sutil mudança. E assim sigo e sou, incerta, mas certeira, buscando sempre a luz, girassol.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O que realmente importa para você?
O que realmente importa para você? Essa pergunta às vezes me ronda, quando me encontro rodeada por tantas futilidades, tantos valores deturpados; eu me questiono, meu Deus, o que há de errado com essa gente? Será que é difícil ver o óbvio? Será que é tão complicado assim valorizar o que realmente tem valor? Será que as pessoas, simplesmente não percebem que nem tudo pode ser comprado e que o desprezo causa tanta dor? Será que eu que sou sensível demais, ou será que as pessoas não se importam mesmo? Hoje em dia é tão raro ver alguém que verdadeiramente lute por seus ideais, que faça a diferença no mundo, ao seu redor. Será que morreu em nós a capacidade de sonhar (e concretizar), ou nos acomodamos pelo receio de talvez falhar? Às vezes, coisas que jamais esperaríamos que pudessem acontecer, simplesmente acontecem... E isso pode ser muito bom, ou muito ruim. O ser humano tem um falso conceito em si de que é capaz de controlar sua vida, a vida dos outros, o que pensa, sente, quer. Eu me pergunto se temos mesmo essa capacidade, ou na verdade temos é medo de sofrer. A vida está aí, sabe, e nem sempre espera estarmos suficientemente preparados para vivê-la, para superarmos os desafios que nos são impostos, é tudo muito fugaz, e ela pode ir de repente, sem que percebamos. Não estou com isso querendo incentivar a sangria desatada de viver a vida intensamente no estilo “sexo, drogas e rock’n roll”, não, nem julgo quem curte essa vibe de viver a vida alucinadamente sem pensar no amanhã, “Cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é”, mas o que ponho em questão é: vale mesmo à pena vivermos tão presos nesse medo, nessa insegurança e muitas vezes deixarmos de tentar ser feliz? E vale também a pena vivermos atropelando nossos sentimentos e escolhas, como se tudo fosse volátil como o éter? Creio que o equilíbrio é a melhor solução; mas quem se importa mesmo com o isso, não é mesmo? Precisamos de doses de loucura e sobriedade, precisamos alimentar nossas almas com ousadia e um pouco de dúvida. Ponderar é preciso, questionar, analisar. Um pouco que seja não faz mal. Amar, preocupar-nos, olhar um pouco para o lado e perceber quantos e quantos precisam de um pouco de atenção. Você precisa de um pouco de atenção. Então para que tanta cobrança, tanta desconfiança, tanta inquietação? Silencie um pouco, ouça o seu coração. Sei, você deve estar pensando, “lá vem ela com esse blablablá”, mas se pergunte, você tem se dado suficiente atenção? Você tem dado ouvido às pessoas próximas a você? Será que temos mesmo todo o tempo do mundo? Aproveite-se! Aproveite a si mesmo, às pessoas que você ama, àquelas que você nem ama tanto também. Nunca sabemos quanto tempo nos resta, quando, de repente, a vida pode nos pregar uma peça e fazer tudo virar de cabeça para baixo. Experimente um pouco ser mais feliz do que ter a razão. Deixe, simplesmente, alguém feliz. Será que faz tanto mal assim? Garanto que não tira pedaço e, para mim, faz bem e é um bocado, espalhar alegria e sorrisos. O que realmente importa para você? Ter, obter? É isso que você vai levar dentro de você? Creio eu que não. O que realmente fica em nós são as lembranças, as saudades, os sentimentos, os laços e elos que criamos com as pessoas, nada que você possa levar numa sacola. Não deixe o tempo passar, não espere a poeira “assentar”, não deixe seu amor ir embora sem ao menos tentar fazer dar certo. Lute pelos seus ideais, pelo que você crê. O tempo passa muito rápido, não deixe a vida passar por você, passe por ela e deixe as marcas dos seus passos pelo chão, ocupe espaço no coração das pessoas.
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