domingo, 11 de julho de 2010

Sem que me desse conta.

Li, nos teus olhos, a lembrança amarga de doces tempos.
Tempos estes em que éramos ingênuos, imaturos, felizes...
Quando eu sabia que te tinha, longe ou perto,
Quando era certa a tua presença nos meus dias de loucura ou sobriedade.

O tempo passou, como tudo sempre passa,
A vida seguiu,
O destino cotinuou seu traçado.

Nossos caminhos não se cruzam mais
Nossos planos não são mais os mesmos.
E a imprevisibilidade dos fatos ficou amortecida na correria do dia-a-dia.

Perdi-te e nem vi.
Perdemo-nos sem nos notar.
E a distância que nos separa, seja ela apenas física ou não,
Trouxe-me hoje essa angústia
De, simplesmente, não saber de ti.

Nossa canção que era suave,
Nossa paixão que era forte,
Foi-se embora e me deixou sem norte,
Sem chão, sem direção.

Um comentário:

  1. Nossa, Carol...menina...olha...não sei...a cada texto mais sem palavras fico!Você é muito mais do que eu achava que tinha noção!Parabéns!De verdade!

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